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Caminhando

VI Trilho Quedas de Água das Paredes - Mortágua

O regresso ao formato de caminhadas mensais da AMUT`Caminhando após o interregno para os caminhos de Fátima e as mini férias em agosto, aconteceu no dia 16 de setembro com o percurso sob a temática da ruralidade, em Mortágua.

Ainda os ponteiros do relógio não incidiam com as sete horas e já o autocarro estacionado junto à Camara Municipal de Gondomar estava pronto para a partida, tamanha era a vontade dos AMUT`eiros de voltarem a caminhar, conviver e relaxar enquanto caminham.

Uma viagem de cerca 100 minutos até ao centro de Mortágua, em modo cavaqueira, contrariamente ao habitual, devendo-se tanta animação à hora de partida mais tardia que o habitual (07h00) e às saudades do convívio AMUT’eiro!!!

Na aproximação ao local de destino, pudemos avistar um denso manto de nevoeiro tão característico daquele concelho. O que restou do percurso foi o suficiente para ele se dissipar, restando uma aragem agreste para nos receber, o que levou os mais desatentos ao pronto-a-vestir para comprar um agasalho.

O pequeno-almoço aconteceu numa confeitaria pouco habituada a receber, de uma assentada, uma invasão de mais de 70 fregueses. A correria e boa vontade das empregadas não evitaram uma permanência demorada dos AMUT`eiros ansiosos pela primeira refeição do dia ou um simples café. Já “compostos”, dirigiram-se ao autocarro onde gentilmente os esperava a anfitriã do turismo, Mónica Pereira, com uma caixa cheia de papéis em forma de pergaminho contendo a mais bem guardada história de Mortágua “A Lenda do Juiz de Fora”, também informou a todos que devem evitar a pergunta proibida aos oriundos desta terra: “Quem matou o Juiz de Fora?”. Não há registo de que alguém tenha arriscado saber o resultado de fazer a pergunta…

Mais uma curta viagem de autocarro até ao Santuário do Cabeço do Senhor do Mundo, local de uma fantástica vista sobre o Vale e um conjunto de três capelas. Mais uma vez, a gentileza da Mónica Pereira foi crucial por forma a permitir a visita a estes três locais de culto e por isso o nosso reconhecimento.

Terminada a visita, caminhamos em direção ao grande cruzeiro em granito que coincide com o início da descida até à linha do caminho-de-ferro, não antes de todos se reunirem nos primeiros degraus para a já tradicional foto de grupo registada pelos muitos papparazzis.

Chegados à linha férrea, entramos num mundo rural, através de carreiros ladeados por ribeiras, campos de cultivo, bouças ou florestas. Parques de lazer com passadiços em madeira suportados por estacas dando a entender que o local em tempo de chuva fica alagado. Os moinhos também marcaram a sua presença e logo com cinco em cascata fazendo o aproveitamento da água para movimentar as suas pás. A passagem por entre casas, em alguns casos, é tão reduzida que não é possível passar mais de duas pessoas a par e pequenas passagens por alcatrão tão insignificantes que nem se fizeram notar.

As atividades agrícolas foram uma constante durante todo o percurso, sendo as vindimas a mais visível pelo grande movimento de pessoas, apanhando as uvas e transportando-as para as adegas. A rega foi outra das tarefas observadas, as terras estão secas e é necessário salvaguardar o pouco que ainda produz, por isso, se viram pessoas a desviarem pequenos cursos de água levando-a só onde era fundamental e esse procedimento mostra-nos a forma de gestão de um recurso escasso nesta altura do ano.

Quem tem conhecimento do tipo de organização social destes meios, nota que alguma coisa tem mudado, os carros de bois foram substituídos pelos tratores, alguns do utensílios manuais nos serviços ficaram motorizados e mesmo os espaços que outrora chamados de eiras, locais de seca dos grãos de milho passaram a ser feitos em frente às portas de casa em plena rua, evidenciando a pouca circulação.

Foi neste ambiente que decorreu o percurso e nos levou até ao parque de merendas junto à associação Vila Moinhos. Um espaço bem agradável, equipado com mesas e bancos, instalações de apoio com WC, cobertura sobre a churrasqueira, banca e mesas de apoio.

Os AMUT`eiros à chegada muniram-se das lancheiras que se encontravam no autocarro e instalaram-se para partilhar e saborear as iguarias trazidas de casa. As árvores deram uma grande ajuda para amenizar a intensidade do sol de início de tarde, protegendo os corpos já a acusar o esforço da caminhada.

A sede da associação de Vila Moinhos abriu as portas, disponibilizando-se para fornecer mesas e cadeiras se necessário, vendendo bebidas frescas, café e digestivo.

Numa pequena viagem de autocarro chegamos à Boas Quintas, uma empresa produtora de vinhos, que proporcionou uma visita guiada, descreveram a sua existência, os seus métodos e processos para êxito dos seus produtos. Finalizada com prova de vinho branco e tinto e venda de garrafas ou boxes das mais variadas colheiras e qualidades.

Uma parte do grupo que não se interessou pela visita, aproveitou para um maior conhecimento do centro do concelho, uma ida até ao parque verde ou aproveitando o sol agora mais suave, para dois dedos de conversa numa esplanada acompanhada de uma bebida fresca ou gelado.

Às 17h00 o autocarro recolheu os dois grupos e fizemos a viagem de regresso a Gondomar, mais oxigenados, relaxado, depois de mais uma saída AMUT`eira que de outra forma é pouco provável suceder e ainda resta o domingo o que faz destes fins de semana mais longos.

Fica a nossa onda de reconhecimento para os que nos ajudaram a proporcionar mais esta deliciosa viagem ao mundo rural em Mortágua e desta vez houve as seguintes participações: (membro do Conselho de Administração da AMUT), José Dias em conjunto com a Mónica Pereira do turismo de Mortágua, a associação Vale de Moinhos e o Sr. que nos abriu as portas das capelas no Santuário do Cabeço do Senhor do Mundo.

As ações de AMUT`Caminhando continuam já com o AMUT`Porto de Histórias “O Navegador” no dia 30 de setembro e dia 28 de outubro com uma viagem até Sernancelhe recheada de surpresas. Fiquem atentos à caixa do mail.