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Área Reservada
Caminhando

Marvão, Cáceres, Mérida

No sábado, dia 13 de agosto de 2016, os AMUT´eiros juntaram-se em frente à Camara Municipal de Gondomar, de malas feitas para o fim-de-semana a sul “Cáceres, Castelo de Vide e Castelo de Marvão.

A partida aconteceu à hora prevista, às 12h00 horas, rumo a Pedrógão Grande, lugar escolhido para a primeira paragem, junto da barragem de Pedrogão Grande, onde aproveitamos as mesas ao ar livre para fazer o picnic. O parque de merendas, localizado a poucos metros das águas da barragem e equipado por uma piscina móvel, foi uma atração e desafio para um grupo de participantes darem um mergulho, com direito a repetição mesmo antes da partida, agora com destino a Castelo de Vide.

A viagem, com 120 km, durou cerca de 1h30 de autocarro, onde alguns aproveitaram para tirar um bom cochicho ou ter o primeiro contato com aquelas paisagens, até atingir o norte do Alentejo. Paramos em Castelo de Vide, para deixar as nossas malas e tomar um duche no Hotel onde iriamos dormir. Houve quem o fizesse tão rápido que teve tempo para se refrescar por dentro com bebidas bem frias e acompanhadas por umas caracoletas.

A vontade de ficar a saborear a sombra das grandes árvores do jardim, onde estava instalada a esplanada das bebidas e dos aperitivos, não foi o suficiente para convencer ninguém a desistir da viagem até Cáceres. Partimos para fazer os 120 km que nos separavam daquela cidade da Extremadura espanhola, onde nos esperavam, como previsto, um casal amigo do nosso já habitual AMUT`eiro Eng. Branco. Foi uma preciosa ajuda para nos orientar na visita da tão espetacular zona histórica da cidade, começando pela sala de visitas, a Praça Maior, que faz jus ao nome, rodeada de edifícios, muralhas e cheias de pessoas a passear, tirar fotografias ou gozando das esplanadas instaladas a toda a volta.

Caminhando por entre as altas paredes dos monumentos, nas estreitas ruas e ao som das descrições da Sra. Maria José para um melhor conhecimento dos vários edifícios, monumentos ou das muitas esculturas distribuídas ao longo do espaço por nós percorrido. O tempo disponível para a visita a tão magnífico lugar estava a esgotar-se e ainda faltava comer. Ainda bem que estávamos na companhia de uma conhecedora do lugar, caso contrario não ia ser fácil regressar onde ficou o autocarro, não sem antes comer uma refeição ligeira numa esplanada, ou restaurante da grande praça.

Despedimo-nos do simpático e prestável casal “Maria José e Angel Cortez” e partimos em direção a Castelo de Vide, ainda sob temperaturas a rondar os 33 graus, às 23h00 horas. À chegada, enquanto uns optaram por ir para o descanso do leito, outros ficaram na esplanada do jardim, afim de uma bebida fresca e aproveitar a frescura da noite para relaxar.

O domingo, após o pequeno-almoço no hotel, voltamos ao autocarro que nos levou ao Castelo do Marvão, a viagem foi adornada pelas vistas, ainda mais marcantes ao avistar Marvão, bem lá no cimo da serra, imponente! Dava mesmo a ilusão de roçar o céu, parecia inatingível e confundiam-se as muralhas do castelo com as rochas que o suportavam.

A visita ao castelo iniciou com uma subida de degraus para acordar os músculos. Acabada a subida, os AMUT´eiros separaram-se e viam-se os nossos jovens a subirem a encosta pela parte mais difícil; houve os que optaram faze-lo junto das muralhas aproveitando a fantástica paisagem ou os que se decidiram pelas ruas entre as casas. O objetivo era descobrir os segredos daquele lugar emblemático da região. Os músculos estavam já algo maçados e o espirito fino e desperto pela beleza, grandiosidade da fortificação e paisagística. Estava na hora do regresso, o calor começava a fazer o seu efeito, obrigando ao consumo da água e para limpar o suor lá estava Portagem, para um bom mergulho.

Chegamos à piscina criada no rio Sever, onde pudemos dar um bom mergulho nas águas bem frias, em contraste com as elevadas temperaturas que se faziam sentir fora dela. O lugar era fantástico: do lado nascente do rio tínhamos os arcos de uma ponte que servia de passagem aos veículos, do lado poente tínhamos o suporte da água, dando a altura desejada para o efeito piscina, acrescentada de uma ponte de onde os banhistas se atiravam. Numa das margens, tínhamos um bom tapete de relva e árvores, enquanto na outra era um largo passeio com sombras criadas pelas árvores - mas a vista deslumbrava-se ao avistar o Castelo de Marvão, bem lá no cimo daquela montanha rochosa!

Estava na hora de almoço e a pouca distância que nos separava do restaurante fez-nos voltar ao autocarro, que mesmo com o ar condicionado ligado no máximo, não apaziguava a temperatura alta. Num ápice, atingimos Castelo de Vide e rapidamente nos dirigimos ao restaurante do hotel onde pernoitamos, desta vez para um saboroso almoço tipicamente alentejano: bacalhau douro ou perna de porco assado, acompanhado de enchidos, feijão-verde, salada e batatas e finalizando com um cafezinho.

A temperatura não nos impediu de uma visita ao interior das muralhas do Castelo de Vide, guiados por uma guia graciosamente cedida pela Câmara Municipal de Castelo de Vide, que nos levou através das muitas ruelas e pontos de maior interesse e nos contou algumas da muitas estórias dos sempre enigmáticos lugares dos séculos de histórias acomulados.

Os corpos bem quentes pediam frescura. Chegados ao jardim, a presença de um lago deu origem a umas incursões até ao chafariz, arrancando palmas dos restantes, enquanto isso assistia-se ao vai e vem ao café em frente para a hidratação com água, gelados e fugindo de imediato para a sombra por baixo das árvores, enquanto aguardávamos pelo inicio da viagem de regresso.

O autocarro partiu com destino a Gondomar, e não passava pela cabeça de ninguém que, uma viagem já de si longa, iria por força maior prolongar-se no tempo e espaço. Passados poucos km da partida, e em plena autoestrada, deparamo-nos com uma brigada de trânsito a informar que não podíamos continuar, pois havia um incendio de grandes proporções a impossibilitar aquela direção. O aconselhado era um traçado alternativo, mas com mais de 100 km a juntar aos que tínhamos de percorrer - 291km, perfazendo uma distância de 391k.

A solução era mesmo continuar… o motorista mudou a direção e toca a acelerar, pois Gondomar esperava-nos. Com o dia a esgotar-se, as temperaturas a baixar e o corpo a ressentir o desgaste, as cadeiras do autocarro começavam a serem confortáveis para o encosto das cabeças no vidro e os cochichos apareciam, tornando a viagem mais pacífica e só levando a uma paragem técnica numa estação de serviço.

À chegada a Gondomar, os sorrisos abriram-se e os olhos deixaram passar o quanto esta aventura contribuiu para a reposição das energias e da moral, de forma a enfrentar a dureza da semana vindoura.