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Área Reservada
Caminhando

VII - Trilho das Vinhas - Castelo de Paiva

A caminhada de 15 de outubro de 2016 ficou marcada pela presença do maior autocarro até hoje visto pelos AMUT’eiros (dois pisos a completar 74 lugares), mas que, ainda assim, não foi suficiente para a deslocação de todos os caminheiros até Castelo de Paiva, para o “Trilho das Vinhas”.


Às 07h06, em ponto, seguimos em direção ao destino sobre a ameaça de umas nuvens ameaçadoras que cobriam o céu, talvez para batizarem alguns AMUT’eiros na sua primeira aventura.


A viagem, algo demorada pela escolha do trajeto pelo motorista, foi compensada com o conforto do autocarro e terminou no Largo do Conde, onde fomos recebidos por uma chuvinha miudinha, mas certinha, que nos fez apressar o passo até um dos vários cafés/pastelarias que rodeiam aquele centro ajardinado, para tomarmos o pequeno-almoço.


Cumprido o ritual e já mais despertos, ainda hesitamos entre ficar secos nas esplanadas abrigadas dos cafés ou partir para a caminhada, por entre as gotículas que variavam de intensidade e, assim, afugentar a nuvens que teimavam em não deixar ver o azul do céu. Ultrapassado esse vacilar, todos nos protegemos com guarda-chuvas, capas, ponchos e arrancamos para a nossa missão.


Após as últimas recomendações e dado o início da caminhada, o AMUT'eiro José Bessa foi, pela segunda vez, o nosso batedor de serviço, avançando de bastão na mão e, munido de guardanapos brancos, vermelhos e de Halloween, marcou as encruzilhadas suspeitas que pudessem levar à eventualidade de que alguns se perdessem.


O trilho iniciou-se por uma calçada, a subir, acompanhados pela chuvinha intermitente, que paulatinamente foi rareando, até dar lugar ao Sol luminoso e quentinho, dando mais brilho ainda aos caminhos.


A paisagem estava esplendida, o “Toc-toc” dos pingos de água a cair de folha em folha, no trilho, o brilho das gotas de água nas folhas coloridas caraterísticas do outono, davam outra beleza ao ambiente já de si fantasticamente belo. Ao caminhar por entre o arvoredo, os nossos passos eram acompanhados por um “choc-choc”, provocado pelo pisar das folhas que se acumulavam nos carreiros encharcados pela chuva e, quando menos se esperava, lá ia uma bota parar a uma poça escondida pela folhagem.


A paisagem absorvia por completo a nossa atenção, embora fossem frequentes as paragens para fazer um registo fotográfico, para apanhar castanhas, figos ou mesmo pequenos cachos de uvas deixadas propositadamente pelos vindimadores para os podadores e, por sinal, bem doces.


A primeira paragem para descanso e reagrupamento, aconteceu já próximo do meio do percurso, na aldeia de Real, coincidindo com mais uma pequena descarga de água à qual já não demos a importância do início e cada um repousou e repôs os sais minerais antes de seguir caminho.


Retomando o caminho, passamos junto a uns fornos gigantes de fabrico do carvão vegetal (usado nos churrascos), implantados numa numa zona florestal, cilíndricos, uns em tijolo visível e outros em argamassa; estes fornos impressionou-nos a todos pela quantidade de fumo libertado e permitiu belos registos fotográficos.


O tempo estava ameno, o Sol bem alto e os músculos bem preparados para a última subidita, atingindo a aldeia de Ladroeira e o final do percurso. Chegamos ao autocarro e foi um ver se te avias: enquanto uns pegavam nas lancheiras e se dirigiam ao parque de merendas, outros encaminhavam-se para o restaurante. Em ambos os casos, o resultado foi o mesmo! Repuseram-se energias e recuperamos o folgo.


O grupo juntou-se no final, na escadaria da Igreja Matriz, dando origem a boas ondas de alegria, culminadas pela imprescindível foto do grupo.


As nuvens negras ameaçadoras taparam novamente, por completo, o céu, precipitando a decisão do regressar a Gondomar, ficando para trás o desejo de conhecer a Ilha dos Amores, que ficava ali bem pertinho. O trajeto, feito em grande parte na margem do Rio Douro, deliciou-nos a todos e chegamos sem percalços.


A próxima saída é já no dia 12 de novembro para Boassas (Cinfães) onde seremos recebidos e guiados pela Associação por Boassas, num trilho natural e cultural extraordinário.