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Caminhando

A Estrela do Interior: Almeida-Salamanca

No sábado dia 29 de agosto de 2015, 70 AMUT´eiros juntaram-se em frente à Camara Municipal de Gondomar, de malas e bagagens para um fim-de-semana prometedor e ansiado, com destino a Almeida e Salamanca.

A partida aconteceu à hora prevista, pelas 13:00 horas, num autocarro enorme (70 lugares), uma novidade para os AMUT´eiros, foi o maior número de participantes até ao momento e para a história fica também o registo das idades, um jovem de apenas 6 anos e outra linda jovem, com 90 ANOS!!! Pelo que a AMUT’Caminhando não é dos 8 aos 80, mas sim desde que nos levem até quando quisermos!!!

A viagem decorreu tranquilamente, mas tardou em aparecer um café/estação de serviço que satisfizesse a vontade de tomar o cafezinho habitual e a paragem técnica.

Por fim, depois de 240 kms percorridos debaixo de temperaturas a rondar os 40 graus, chegamos a Almeida, também conhecida pela Estrela do Interior, devido à forma da sua magnífica fortaleza, onde todos os anos se realiza uma feira oitocentista, que conta com a participação de “tropas” vestidas à época provenientes de França, Inglaterra e Espanha, que lutam, numa reconstituição histórica da Batalha de Almeida.

A entrada na fortaleza fez esquecer o mundo de onde, há bem pouco tempo, tínhamos partido, e permitiu-nos fazer uma viagem no tempo, num mundo novo de pessoas trajadas a rigor, de vestidos e saias compridas e coloridas, fardas de várias cores e formatos, dependendo do exército a que pertenciam, vestes adequadas às muitas profissões que ali eram representadas, tabernas, vendedores de uma infinidade de artigos, acampamentos de barracas brancas onde todos os exércitos esperavam o chamamento para mais uma batalha que iria prender atenção de muitas centenas de visitantes como os AMUT´eiros.  

Estes iniciaram uma visita guiada aos museus, na companhia de técnicas do turismo, também vestidas à época e, por sinal, bem simpáticas, e que nos descreveram muitas das estórias daquele lugar.

Seguiu-se o tempo de criativo individual ou em grupo para conhecer a restante fortaleza, interagir com os figurantes, fazer registos fotográficos (alguns de belo efeito), assistir a concertos, jantar nas muitas barraquinhas e com oferta muito variada.

O ponto alto, foi a reconstituição da grande batalha travada à distância de um fosso. De um lado, muitas centenas de pessoas atentas aos acontecimentos, do outro, dezenas de figurantes que se movimentavam sem parar, provocando uma nuvem de pó que juntamente com o colorido das suas roupas eram o foco de todos, juntando os sempre apreciados cavalos ou o disparos dos canhões que causavam um som seco e uma fumaça que em conjugação com a luzes criava um cenário de grande impacto visual.

Ainda mais dois registos, ao terminar o arraial, o sempre atraente fogo-de-artifício, e a super lua cheia, superiormente registados pelos nossos paparrazis.

A partida para Salamanca aconteceu já próximo da uma da madrugada e a viagem decorreu num misto de nostalgia e cansaço, com uma duração de cerca de 1h15, até entrarmos no Centro histórico da cidade estudantil espanhola e acontecer o inesperado, o autocarro ficou retido entre uma rua pedonal e uma curva bem apertada e, devido ao comprimento do nosso veículo, não era possível ao motorista seguir até à entrada do Hotel.

Pés ao caminho, o motorista e o Edmundo, galgaram, por entre entusiastas amantes da noite, os cerca de 400 metros de rua pedonal que separavam o autocarro do hotel. Colocada a questão ao rececionista, prontamente ele se disponibilizou a acompanhar e guiar o grupo pelo melhor trajeto. Mas a tarefa revelou-se impossível, o autocarro era demasiado comprido, ou as ruas demasiado estreitas, ele teve de estacionar um pouco afastado do hotel.

De malas e sacos às costas todos chegaram aos seus aposentos, uns para um bom descanso retemperador, enquanto outros, após um banho energizador e troca de roupa, voltaram a sair para aproveitar movida espanhola.

A passagem pela cama foi curta, estava à nossa espera uma cidade com fama de ser o local de Espanha onde se fala o mais puro castelhano, talvez por influência das duas universidades existentes, as mais antigas da Península Ibérica.

É também uma das mais ricas em monumentos da idade média, do renascimento e das épocas clássica e barroca. Os AMUT’eiros tomaram o pequeno-almoço nem cedinho e foram conhecer a Catedral Vieja, a Catedral Nova, a Igreja de Santo Estêvão, a Casa das Conchas e o centro do casco velho, o coração ou símbolo maior da cidade, a Praça Maior de Salamanca, um local lindíssimo e imponente onde se tiraram selfies e muitas outras fotos.

O tempo foi escasso para tanta imponência e beleza, visitar um património histórico tão rico exigiu muita habilidade e energia. Curiosamente, e felizmente, os registos fotográficos feitos pelos nossos repórteres revelam muito do que não se conseguiu detetado no local, por falta de tempo.

O grande ditador, o tempo, ditou as suas regras: “vamos embora!”

Confirmada a presença de todos, iniciou-se o regresso, só interrompido junto à fronteira de Portugal, para matar a saudade do nosso café, e para os alívios das pernas e outros. Ainda deu para comprar os rebuçadinhos típicos de Espanha e alguns “recuerdos” e, tomado um delicioso e espumoso líquido preto, ficamos prontos para o que restava do percurso.

A segunda e última parte da viagem foi a que se chama de final feliz, o motorista puxou do seu material musical e da apetência para um verdadeiro “disk jockey”, colocando música atrás de música, clássicos da juventude da maioria dos passageiros e do conhecimento geral, criando um clima de euforia e alegria que, à chegada, deixou logo saudades!!!

Ficamos agradecidos pela disponibilidade e a empatia gerada pelo Sr. Motorista. Uma onda para o Sr. Motorista!...

E assim se concretizou o último fim-de-semana AMUT’Caminhando da temporada 2015, mais uma vez com muita alegria e com o coração cheio de boas recordações.