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Área Reservada
Caminhando

IV Trilho de Pitões das Júnias

No sábado 9 de Maio, um grupo 55 amut’eiros acordaram bem cedinho. Pelas 6h15 saíram da Praça Manuel Guedes, frente à Câmara Municipal de Gondomar, rumo à barragem da Paradela em Montalegre.

Pelo caminho, pelas 7h30, fez-se uma paragem estratégica à saída de Braga para tomar o pequeno-almoço energizador na pastelaria Montalegrense, e retomamos caminho pois ainda nos faltava mais de uma hora de viagem.

Já próximo da barragem da Paradela aguardava-nos o nosso guia, Francisco Vieira que muito gentilmente se ofereceu para nos acompanhar neste dia pelo Gerês, partilhando connosco o seu conhecimento infindável da fauna, flora e trilhos desta Região de Portugal, acompanhado pelo Renato.

Já passava das 10h30, quando, tendo a lagoa da Paragem da Paradela em fundo, tiramos a fotografia de grupo, para dar início à nossa caminhada.

Nas vielas estreitas do pequeno casario granítico da aldeia da Paradela, matizadas de castanho, resultado da passagem do gado que ali reside em maior número que gente, encontramos logo à chegada umas rechonchudas vacas, que seguiam em passo vagaroso, orientadas por um imponente e pachorrento cão Serra da Estrela e seus donos. Após uma breve conversa sobre a beleza do dia e do lugar, seguimos caminho em direção ao nosso destino para almoço: Pitões das Júnias.

A paisagem que se abre perante nós é de tirar o fôlego. Caminhos florestais de carvalhos centenários, montanhas pontiagudas, a lagoa criada pela Barragem da Paradela… Um deslumbramento sem fim.

Chegamos à pequena aldeia de Pitões que teima em dizer que é a aldeia mais alta de Portugal. Aqui se espalharam pelas mesas do parque de merendas as iguarias que cada um trouxe de casa para partilhar entre todos. Um manjar digno de Reis que deixou todos pesados e lentos, com pouca energia para continuar o percurso previsto para a parte da tarde.

Após um café energético, seguimos até ao Mosteiro de Pitões da Júnias, onde todos se sentiram acolhidos pela natureza. Foi difícil convencer os presentes a sair daquele local onde todos se sentiam com vontade de repousar, aproveitando a luminosidade, os sons da água a correr, os cheiros das flores e das árvores, que abraçamos carinhosamente.

Regressamos a Gondomar, agradecendo ao nosso guia, Francisco Pereira, a disponibilidade para nos permitir entrar em locais tão mágicos. Felizmente, encontrar-nos-emos de novo com este sábio da natureza no dia 3 de outubro, na caminhada das “Castanhas e dos Cogumelos no Gerês”.