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Barroco

AMUT’PORTO DE HISTÓRIA(S): BARROCO (21/03/2015)

Foi no Jardim do Infante Dom Henrique, pelas 14:15, que um grupo de AMUT´eiros se reuniu para iniciar o ciclo “Porto de História(s)”. O périplo começou junto a dois ex libris da Invicta: o Mercado Ferreira Borges, uma grande estrutura férrea assente numa enorme base granítica, que serve vários géneros de exposições artísticas, e o Palácio da Bolsa, um enorme mural de granito com a beleza de um palácio, a esconder grande quantidade de salas cheias de arte, donde se destaca a Sala Árabe, espaço deslumbrante, de “cortar” a respiração só de olhar!

Iniciamos o ciclo com a visita à magnífica Igreja de São Francisco, donde saímos em direcção ao Palácio de São João Novo. Terminada a visita, continuamos pela Calçada das Virtudes, para mais um momento de partilha de conhecimentos históricos, orientados cultural e históricamente pelo entusiasmo da nossa amiga AMUT’eira, Maria José. Calcorreamos o Passeio das Virtudes no sentido da Rua da Restauração até à Igreja de São Pedro de Miragaia, finalizando este percurso interior através do Cais das Pedras, junto à Alfandega.

Para exemplificar as pérolas históricas com que fomos brindados pela “nossa historiadora”, fica aqui registado um pequeno texto descritivo do momento mais alto deste primeiro ciclo:

“Dia 21 de março, iniciamos o ciclo AMUT’Porto de História(s). Antes de iniciarmos a visita pelo interior da igreja de S. Francisco, atualmente uma referência do esplendor do barroco portuense, de tal forma o conde polaco Athanasius Raczinski, profundo divulgador da nossa historia de arte e grande apaixonado pelo gótico, ao serviço do rei da Prússia em Portugal, a descreveu, no seculo XVIII, como a igreja revestida a ouro. Esta igreja-museu é, desde 1910, Património Nacional e, desde 1996, Património da Humanidade.

Claro que não podia deixar de comentar o conjunto arquitetónico que engloba todo este espaço: A Casa do Despacho, construída onde antes se encontrava o hospital de Santa Isabel, que acolhia apenas mulheres, o primeiro no porto. Esta, após um incêndio, ficou destruída, dai a construção do cemitério (catacumbas), com risco do arquiteto italiano Niocolau Nasoni, grande responsável da divulgação do barroco não só em templos religiosos, como é caso da igreja dos Clérigos e da Misericórdia (na Rua das Flores), como também do Palácio do Freixo, isto apenas no Porto! N. Nasoni chegou em 1725, a pedido do cónego da Sé Jeronimo Tavora Noronha, para alguns trabalhos dentro e fora da Sé.

E a Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco, projeto de António Pinto Miranda, em 1795/1805, fachada estilo neoclássico, o primeiro edifício no Porto. Isto só foi possível porque os frades menores cederam mais espaço aos terceiros para a ampliação da sua primitiva capela, inicialmente no claustro e depois no interior da igreja. No seu interior existem trabalhos em talha e estuque dos escultores Sousa Alão e Luiz Chiari, quadros, alguns deles encontram-se atualmente na Sala de Sessões e no Museu da Ordem Terceira, dos pintores Vieira Portuense e Teixeira Barreto.”