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Caminhando

XI - Trilho noturno Porto

Na última caminhada da temporada AMUT’Caminhando 2014, sábado, 6 de dezembro, os AMUT’eiros dirigiam os seus passos para a cidade invicta: o Porto.

Na hora (18h45) e local (Avenida Rodrigues de Freitas, n.º1) marcados, encontraram-se os 79 comensais que, antes de iniciar o percurso, aceitaram partilhar o “lanche-ajantarado” em torno das típicas “Francesinhas” e dos tradicionais “Pregos em Prato”. Rapidamente se apressaram a deliciar os manjares propostos no Restaurante Madureira’s e, ainda não eram 20h30, e já estavam prontos para iniciar a caminhada com os restantes 35 caminheiros que, entretanto, a estes se juntaram frente ao Cemitério do Prado do Repouso.

A nossa guia nesta aventura urbana seria a querida AMUT’eira historiadora, Dr.ª Maria José Ferreira que, com a sua paixão por todos reconhecida, nos iria maravilhar e encantar com as estórias e a História das ruas, vielas e escadarias por onde seguiríamos. Seguimos em Direção ao Colégio dos Órfãos onde a vista sobre as zonas Ribeirinhas de Vila Nova de Gaia e do Porto, iluminadas, na noite são inesquecíveis.

Seguimos pela estreita Rua Gomes Freire, até à Praça da Alegria e à Alameda e passeio das Fontainhas, onde a Maria José nos informou que se tratava de uma obra de Francisco de Almada e Mendonça, de finais do século XVIII e inícios do século XIX, que se constituiu no primeiro grande miradouro para o Douro.

Orientamos os nossos passos para a íngreme descida da Calçada das Carquejeiras (antiga Calçada da Corticeira) onde podemos ver as ruinas da Capela do Carvalhinho que fazia parte da Quinta da Fraga, local de repouso dos Jesuítas, até 1759, quando foram expulsos de Portugal, no reinado de D. José I e a governação do Marquês de Pombal.

Alcançamos então a Marginal muito próximo da Ponte D. Luís, onde a nossa historiadora nos falou da Ponte Pênsil, oficialmente denominada Ponte D. Maria II, que era uma ponte suspensa que ligava as duas margens do Rio Douro, entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia e que, em 1887, após a inauguração da ponte D. Luís, foi desmontada, tendo apenas restado, até aos dias de hoje, dois pilares e as ruínas da casa da guarda militar.

Sentados na escadaria que leva ao cais da Ribeira do Porto, a mais de centena de AMUT’eiros ainda aprenderam que a Placa em bronze, em baixo-relevo, de autoria de Teixeira Lopes denominada "Alminhas da Ponte", incrustado na amurada da muralha deste Cais, foi feita em honra da memória dos que morreram em 1809, após a derrocada da Ponte das Barcas, durante a invasão francesa, substituindo o painel que se encontra na Igreja de S. José das Taipas.

Os caminheiros da AMUT formavam uma mancha humana que chamava à atenção dos transeuntes, que se questionavam de onde seriam e a que propósito estariam por ali. Passando o Cais da Estiva, subimos a Rua da Alfândega, seguindo pela Rua do Infante passando junto à maravilhosa Igreja de S. Francisco, seguindo até ao Edifício da Alfândega, onde atravessamos a rua em direção à Fonte da Colher, umas das mais antigas do Porto, subindo então as Escadas do Monte dos Judeus até ao Palácio das Sereias. Mandado construir em 1575, onde se situou uma antiga judiaria, por D. Pedro da Cunha, este edifício passou em meados do século XVIII para residência da família Cunha Portocarrero, até 1809.

Continuamos a subir até ao Palácio da Justiça, orientando-nos então para a Torre dos Clérigos, para, de seguida, descer até à estação de S. Bento. Subindo a Rua 31 de Janeiro, tiramos uma última foto de grupo na Igreja de Santo Ildefonso onde todos os AMUT’eiros presentes agradeceram a partilha do seu conhecimento e da sua paixão pelas estórias e a História, à Dr.ª Maria José Ferreira, numa grande salva de palmas e, antes de seguir para a última parte do trilho cantaram, em coro, afinadíssimos, “A todos um bom Natal, que seja um Bom Natal, para todos nós!”.

O percurso terminou, próximo da meia-noite, no mesmo local onde se tinha iniciado, depois de muita alegria e gargalhadas, entre abraços amigos e desejos de Bom Natal!