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Área Reservada
Caminhando

X - Percurso Pré-Histórico

Nem o frio matinal do outono, nem as possíveis perspetivas de chuva assustaram os 53 AMUT’eiros a estarem prontos para partirem, às 6h30 da manhã, para a viagem em direção ao Carregal do Sal.

Pelas 8h30 chegamos ao Centro do Carregal do Sal onde nos aguardava a nossa fantástica guia, Dr.ª Paula Guedes, que se ofereceu para acompanhar o grupo ao longo deste dia, partilhando os seus conhecimentos históricos sobre os diversos locais a visitar.

Entre o nevoeiro, que impedia de avistar a Serra da Estrela e os chuviscos intermitentes, A Dr.ª Paula encaminhou-nos pelos monumentos megalíticos imponentes dispersos pelo trilho, explicando a sua função sepulcral ou de definição territorial.

Como ainda não seriam 12h00 quando terminamos o percurso, por sugestão da nossa guia, seguimos para a Igreja Matriz de Oliveira do Conde, construída no início da Nacionalidade. Para além da beleza construtiva, ficamos maravilhados também com o sumptuoso túmulo de Fernão Gomes de Góis, classificado Monumento Nacional em 1910.
Seguimos em direção a Cabanas de Viriato onde podemos ainda avistar a Casa do Cônsul Português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, que, na segunda guerra mundial, arriscou a sua vida e da sua família para salvar milhares de judeus do extermínio nazi.

Logo de seguida chegamos ao nosso local de almoço, o Restaurante Petz Bar, onde iniciamos a primeira caminhada gastronómica deste ano AMUT’iano. O Senhor Pedro, dono do Restaurante, iniciou o percurso por uns peixinhos de rio em escabeche, pezinhos estufados, favas com enchidos, costela cozida, fígado de porco grelhado em molho de azeite, feijoada com tripas, azeitonas da terra, tudo acompanhado com pãozinho caseiro. Alguns, já cansados, questionavam-se se teriam coragem para terminar a caminhada… Mas ninguém desistiu, e logo de seguida chegaram os bacalhaus assados no forno com batatas e as carnes grelhadas mistas, as batatas fritas, os legumes cozidos e o feijão preto. Já todos pensavam que o percurso terminaria por ali mas, não… Seguiram-se as sobremesas: leite-creme, bomboca, pudim, dióspiro… e para terminar um cafezinho, para alguns com um cheirinho da terra.

De repente surgiu o inesperado… Uma música festiva que levou os presentes a levantarem-se para iniciar o “processo digestivo”: começou o bailarico! Aos pares, em fila, em roda… O importante era entrar no ritmo alegre das músicas populares.

Chegamos a Gondomar perto das 19h, depois de uma dia repleto de alegria e boa disposição.